terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Raízes 44 (dezembro de 2011) traz Dona Laura, Padre Olavo e muitas boas histórias de São Caetano

Amigos,
Estou em viagem, mas consegui pegar antes a excelente revista Raízes (n°44 – dezembro 2011), publicada pelo Pro-Memória de São Caetano do Sul e um dos veículos mais completos do País em resgate histórico regional. Essa última edição traz grandes reportagens de pessoas comuns que construíram esse nosso fértil presente, fotos raras, anúncios que marcaram época e pelo menos duas matérias totalmente próxima ao passado mais recente que envolve diretamente nossa turma no Bairro Barcelona. A primeira é um emocionante relato na primeira pessoa da nossa ex-professora no 28 de Julho entre os anos 70 e 80, Dona Laura, em que recorda vivamente sua infância e a convivência com seus pais, imigrantes portugueses e produtores de leite, entre os anos 30 e 40 na cidade. Dona Laura esbanja vitalidade e aos 78 anos, mora ainda no Bairro Barcelona. Passei de carro um dia entre as esquinas da Rua Oriente e Alameda Cassaquera e avistei Dona Laura alegre e faceira conversando na calçada – deve ser por ali a sua residência atual.
O outro artigo foca a mítica figura do Padre Olavo, titular da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, esquina da Rua Oriente com Flórida, até 1982 e catequizador de grande parte da nossa turma no 28. Moderno e impetuoso, sobressaiu-se por realizações sólidas, como a creche Zilda Natel e ações inesquecíveis, como a ornamentação das ruas do bairro na festa de Corpus Christi. Uma pena que esta última tenha terminado, pois seria fundamental para a Barcelona, tão apagada culturalmente nos últimos anos, uma manifestação deste porte.
Além destes e outros interessantes temas, essa edição tem um sabor especial pra mim, pois publicou um artigo do meu pai, João Massolini, com coedição minha, sobre a história mundial e regional da Rosacruz. Foi um orgulho imenso participar desta iniciativa by Old John Father.
A revista Raízes está disponível gratuitamente para os munícipes a partir de hoje no Pro Memória (endereço abaixo). Vale a pena conferir mais essa caprichada edição.

FUNDAÇÃO PRÓ-MEMÓRIA DE SÃO CAETANO DO SUL

Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Sede Administrativa                                      
Avenida Dr. Augusto de Toledo, nº 255
Bairro Santa Paula
09541-520 - São Caetano do Sul - SP
Telefone/Fax: (11) 4223-4780

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Patife


O Underground
A vida não era só bailes, r & b e funk.
Além da boa MPB, do jazz em todas as vertentes e algum rock progressivo, percorriamos também a musica clássica, geralmente de vanguarda. Particularmente gosto muito de Steve Reich, Webern, Stockhausen, Valter Smetak e outros concretos, pra mim, é o mais próximo que a música chegou da arquitetura.
As fontes: Rádio Cultura, Rádio Usp, Rádio Eldorado...
Costumava corujar essas rádios em horários não muito comerciais, geralmente tarde da noite e na madrugada, descobrindo muita coisa boa.
Entre tantos, este Patife Band – Corredor Polonês, que roda enquanto escrevo.

A história:
Estávamos no sítio da avó do Egon, num fim de semana em setembro ou outubro, era muito legal, afastado da civilização, próximo do alto da serra, e além do pomar diversificado, havia cachoeiras, trilhas, caminhadas, etc. Geralmente íamos no jipe Willis verde do pai do Egon, capota de lona plástica, seis cilindros, conforto zero, adrenalina mil. Andar nesse jipe já era por si só uma aventura.
À noite, depois da adrenalina, havia o jantar, geralmente preparado por nós mesmos, às vezes ficava bom. A noite estava agradável, e depois da bóia fomos até a varanda que havia nos fundos, pra contar as histórias do dia e lendas do sítio, enfim os “causos”.
Então, fui até o rádio que era, se eu não me engano do Nê (um “radião” portátil da Philco, com AM, FM e um seletor lateral com umas dez freqüências de ondas curtas, onde ouvíamos a BBC, a Radio France e outras...) e lá estou eu corujando quando ouvi aquele som diferente, que chamou logo a nossa atenção, o Malú e o Beto vieram ouvir também. Na rádio Usp lá estava a faixa título Corredor Polonês, que foi devidamente anotada e registrada para posterior averiguação.
Logo na semana seguinte achei na Hi-Fi Discos e comprei sem pensar, na certeza mesmo. E não me decepcionei. Me causa impacto até hoje.
A impressão:
Muito difícil classificar ou mesmo desenvolver uma crítica para este incrível "Corredor Polonês".
A faixa título, na minha opinião é a mais "comercial", se é que se pode chamar assim.
Ou a mais "fácil".
Mas não concordo com o rótulo "punk" ou "pós-punk", porque na época (1.987) já eram meio passados, embora a sonoridade do Patife tenha um apelo punk.
Mas é muito mais que isso. Tem um lirismo e uma riqueza muito maior que o som punk puro, que é mais cru, mais simples... O Patife faz o punk ficar bem "basiquinho"...
É muito maior e mais rico, mais "massa".
Tem um programa na Rádio Eldorado, apresentado pelo João Marcello Boscoli, chamado Música Urbana. O som do Patife me parece algo isso: musica urbana, gerada do imaginário da cidade, especificamente a metrópole cinza de calçadas sujas e chaminés, uma esquina de Santa Ifigênia com baixa Augusta com Nestor Pestana com General Carneiro, meio Amaral Gurgel/Minhocão, meio praça Roosevelt...
Vale do Anhangabaú a noite.
Tem também uma "brasilidade" que até hoje não consegui precisar, identificar a raiz.
Ouça "Maria Louca", última do lado "B", instrumental... É Brasil. Ou não é? Nunca ouvi nada estrangeiro que possa apontar como parecido, pelo menos.
Sonoridade potente. E atemporal.
Talvez se o Frank Zappa fosse vivo... (e passasse uma temporada por aqui...)

O show:
Tive a grande oportunidade de assistir ao Patife Band ao vivo, janeiro de 1989, fomos eu e o Fabinho, com o show "Corredor Polonês" numa terça-feira meia-noite, no Aeroanta, lugar que funcionava no Largo da Batata em Pinheiros. Fomos lá algumas vezes, era um galpão, lugar despojado, misto de danceteria e casa de shows, beeeem alternativo para a época (moderno, o banheiro era unissex). Excelente o show, se o disco já era uma pedrada, ao vivo então...
Paulo Barnabé, acossado pelos demais Patifes da Band, rosnou as faixas clássicas do Corredor, mais algumas outras não menos polonesas que não me lembro mais direito, porém decepcionou ao não tocar “Vida de operário”,  apesar do clamor geral da dileta platéia formada por todos os tipos de malucos beleza, punks verdadeiros e podres, falsos e chiques, boys de todas as cores, minorias afros, caipiras, índios, nórdicos e maiorias idem também. Gente de terno e gravata (algum fim de expediente).
E até nós.
Que fomos trabalhar pouco depois. Pois é, a genuína “Vida de Operário“...

Aliás,
o Fabinho sempre presente. Além do Patife, nessa época, por aí, fomos num Free Jazz (mais vanguarda...): John Zorn, saxofonista + big band novaiorquinos com suas peças incrivelmente rápidas, algumas com seis segundos(!); Cecil Taylor, pianista meio “pai-de-santo”, acompanhado só(?) de um percussionista, que, depois que o santo "baixou" tocou(tocaram) torrencialmente sem interrupção durante mais de três horas, após as quais tivemos que sair pois a cabeça não absorvia mais nada...  E fomos também assistir a Jean-Luc Ponty, violinista francês e banda, jazz fusion etéreo não tão vanguarda mas muito instrumental, virtuose.
Se eu não me engano, tudo em 1988.
Ano muito musical, uma espécie de auge...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Bagunça pouca era bobagem ( Casa da Rose - meados dos anos 80)

Lá no alto, de pé: uma colega da Rose do 28 de Julho ( esqueci o seu nome), Fran ( com uma frigideira na cachola), a anfitriã Rose ( adorando a bagunça), Wirtão ( com um molho de tomate Elefante nas mãos) e Rica ( com um bule no cucuruto); embaixo: Rogério ( com um capacete "escorredor de macarrão"), eu ( com uma bacia a la Menino Maluquinho) e um fulano por último, escondido entre panelas ( Tico? Fabinho?Lupa?)
Essa foto em termos de qualidade está uma bela porcaria ( consegui a cópia da cópia com o irmão da Rose, o Sílvio, há uns tempos atrás) mas não pode ficar de fora do Entupa Blog. Simplesmente porque ela retrata fielmente uma época em que atingimos o auge de bagunças, estrepolias, festas, fuzuês e algazarras. Mas que fique bem claro, uma grande "bagunça do bem", sem sacanagem, sem química pesada, sem arruaça ou baderna. Um dos points recorrentes nesta metade da década de 80, além do velho Ponto de Táxi/Canoa, foi a casa da Rose Fantinatti na Rua Antônio Garbelotto ( assim como um pouco antes foi a casa da Cristiane Jordar). Tudo começou quando uns e outros da Turma do Ponto começaram a chamar a Rose e ficar por ali, sentados na calçada. Logo formou-se uma "multidinha" de vinte pessoas frequentando sua calçada. Seus pais no início bronquearam, mas quando perceberam que éramos "birutas", mas do lado bom da força, não só abriram as portas da casa pra nós, como nos trataram com muita dignidade. Chegaram a deixar a chave da casa pra nós quando viajavam, pra tomarmos conta. E tomávamos conta direitinho mesmo, mas como a idade pedia, com bastante bagunça, daquelas de crianças grandes: sessão de cinema, muita pipoca, algumas caipirinhas, um entra e sai sem fim, a posse do Atari do irmão da Rose e claro, o som ambiente no talo. A vizinhança adorava!!!! entre os frequentadores mais assíduos, Rogério, Zequinha, Lupa, Tico, Pulinão, Wirtão, Rica, eu, Desirée, Fran, Fabinho, Adri, Suzete, Pulininho e alguns colegas da classe da Rose do 28. A casa da Rose foi por um bom tempo, nosso "segundo lar, doce lar".
(resolvi publicar a foto desse jeito mesmo, mas ainda vou atrás da foto original, pra que a cena fique mais nítida - Rose, me ajuda nessa, pois eu acho que está ainda com seu irmão).

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Um certo time de vôlei do "Barça"...

O Cury, um dos grandes patrimônios do velho Idalina, viu a foto anterior e identificou mais um figura posado ali. Seguem os comentários dele:
"Tem também ali o Marcão, que jogava no nosso time de voley - fomos campeões em cima do Luizomar, que jogava muito ( mas perdeu, Playboy!). O ouro ficou no Barça! ele é um cabeçudo que está sentado atrás de todos sobre o palco. Do lado dele tem um carinha, que me lembro bem, mas sou muito ruim de guardar nomes ( disléxico?). kkkkkk.
(Marco Antonio Cury).
E aproveitando esse aparte do Cury, só uma correção: a histórica foto veio do baú da Cris Yamamoto e a Vânia ajudou a espalhá-la.
( quem quer saber o nome de todos da foto, vá até o comentário do post anterior)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Idalina (1985)



Lá em cima, de verde, Edna Cucato|(lembrança da Vânia) e o Égon Hadermann, de amarelo, que todo mundo conhece (rs). No meião, a Vânia Frohlich, de preto e coroa na cabeça, e do seu lado a Magda ( outra lembrança sua). Na fileira de baixo a Emi Kanashiro (irmã da Pitó. Segundo a Cris Yamamoto, dá aulas de geografia atualmente no próprio Idalina. Coitada!) ; seguindo na fileira, de verde ( e véu?) a Priscila Zambotto (que estudou com a gente no Eduardo Gomes), a Cris Yamamoto ( a melhor pose, com certeza. Segundo a própria, a la Madonna) e por fim, de xadrezinho rosa, a Duca ( Carminha Rossari).
  Eu não poderia deixar de fora do nosso blog essa antológica foto do baú da Vânia. Essa imagem, tirada na metade da década de 80, traz além da responsável pela foto ( e por sua conservação), algumas figuras inesquecíveis e que circularam  por nossas turmas na época. Além desses mais fáceis de identificar,  consegui resgatar alguns nomes, listados na legenda da foto, pinçados da conversa saborosa que rolou no Facebook por esses dias. Quem se lembrar dos nomes que ficaram de fora, por favor, participe aqui, e acrescente-os. O Idalina na época era o caminho tradicional para quem saía do 28 de Julho (caso aqui da Vânia, que passou pelo Eduardo Gomes também, do Égon e da Cris), que só ia até a 8ª série. Mas muita gente ficou anos estudando no Idalina, também conhecido na época por "Barcelona".Tempos das escolas estaduais - as municipais eram poucas em São Caetano, de teatro como trabalho escolar, de passar no bazar do Mauro ( "Maurumbi Shopping") em frente à escola pra comprar compasso, canetinhas Silvapen, borracha verde e papel manteiga ou de seda. E tempos, como disse a Cris Yamamoto, em que dava pra "bagunçar até e ainda passar de ano, mesmo colocando receita de bolo no trabalho de sociologia". Eu não fui do Idalina, mas frequentava tanto ali que até os professores ( Joãografia, Magali, Diesel...) se confundiam. Quantas vezes aos domingos, eu, Rogério, Rica, Carlão (Gordo), Lupa e Zé, entre outros, pulávamos os muros altos do Idalina pra bater uma pelada nas suas inúmeras quadras (era tanta gente do bairro, que se não chegássemos cedo, ficávamos na fila de espera). E teve também uma certa banda que tocou no I Festival de Música do Idalina, nesse mesmo 1985 ( ou 1984?), mas aí é uma outra história, que em breve eu contarei aqui.
( quem quer saber o nome de todos os presentes nesta foto, é só ler o comentário do post abaixo. Cortesia da Cris Yamamoto)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Leo e o Aramaçan

Em breve postaremos aqui boas histórias de domingueiras ( São Caetano, Sunshine, etc); enquanto isso, vale a pena ler o pontapé inicial do Léo Engelmann lá no blog Tripicalistas....
Depois precisamos perguntar a ele como foi esse encontro...
http://tripicalistas.blogspot.com/2011/10/domingueira.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Renato Russo, contemporâneo da turma...


Renato Russo está em outro plano há 15 anos. Nós, contemporâneos, vivenciamos a carreira inteira da Legião e desse compositor único, que soltou seu vozeirão em músicas influenciadas pelo rock e o punk europeu e letras que destrincharam uma era de incertezas e transições. é certo que ele era um pouco mais velho que os mais velhos da turma ( ele é da safra 1960) e já vivia o punk rock nos anos 70, quando ainda brincávamos na rua, mas só apareceu mesmo para a mídia e para o Brasil a partir de 1985, quando a nossa turma estava no auge.
 Segue link para uma matéria feita para os Tripicalistas ( e que cita alguns dos nossos) com texto  meu, pesquisa multimídia do Leo e energias astrofísicas de Rick Berlitz:
http://tripicalistas.blogspot.com/2011/10/15-anos-sem-renato-russo.html 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Barcelona no DGABC

A minha, a sua, a nossa velha Barcela virou foco de uma boa matéria do Diário do Grande ABC na segundona (dia 12). A reportagem em questão, se concentrou em tópicos interessantes como a dualidade da população, que adora o bairro e ainda o sente com ares interioranos, mas ao mesmo tempo sente-se insegura diante do aumento dos assaltos e do trânsito.
Mas vamos à matéria ( na íntegra, abaixo); os negritos são meus e se referem a alguns destaques que eu selecionei ligados à História. Entre os moradores entrevistados, por exemplo, são citadas as duas irmãs da quitanda da Taipas, a mesma família do nosso antigo colega de "28 de Julho", Carlos Massanori Oshiro. Também "negritei" citação à inauguração do novo CECAPE, que está exatamente no lugar do nosso antigo Mercado Municipal, além de outras referências ligadas aos primórdios do bairro.

Barcelona é Interior em plena S.Caetano

Camila Galvez
Diário do Grande ABC (12/09/2011)

Se você perguntar o que os moradores do Barcelona, em São Caetano, gostam no lugar, a maioria vai citar o sossego e a tranquilidade como um dos principais benefícios do bairro com cara de Interior. Alguns, porém, afirmaram que a chegada de novos edifícios tem feito o trânsito se complicar em algumas ruas nos horários de pico. O desenvolvimento também trouxe insegurança, e os assaltos são as principais reclamações.
Mesmo assim, a dona de casa Valdinéia Quinhones Bassim, 48 anos, não troca o bairro onde nasceu e criou os filhos por nada. "Os vizinhos aqui se conhecem e se chamam pelo nome." Ela aproveita os dias de sol para passear com o cãozinho Nino na pista de caminhada ao longo da Avenida Nazareth. Muito frequentada por moradores do bairro, está localizada em terreno da Eletropaulo, que soube aproveitar o local como opção de lazer. A área é mais disputada no período da manhã, quando muitos idosos aproveitam para se exercitar.
O comércio também é apontado como ponto forte do Barcelona. Para o estudante Paulo Simões, 20, é bom viver em um lugar onde não é necessário ir muito longe para conseguir aquilo de que precisa. "O bairro está se desenvolvendo muito, e a Prefeitura investiu em obras que vão melhorar ainda mais, como esse centro para professores." O jovem se refere ao Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação Dra. Zilda Arns, previsto para ser inaugurado no dia 29, às 18h, na Rua Tapajós, 300.
O centro irá oferecer capacitação e aperfeiçoamento a todos os educadores da rede municipal. O prédio tem 5.800 metros quadrados de área construída, cinco salas de aula, auditório, salão para exposição, duas salas de oficinas, biblioteca e midiateca e duas salas de reunião multiuso.
SEGURANÇA
Para o zelador Paulo Babachinas, 48, a expectativa é que o novo empreendimento traga mais segurança. "Precisamos de policiamento aqui. Hoje mesmo tinha um morador de rua tentando quebrar um vidro de um carro na frente do prédio. Chamei a polícia e simplesmente não apareceram."
As comerciantes Ângela, 38, e Olga Oshiro, 44, também reclamaram da onda de assaltos. "Nosso comércio nunca passou por isso, mas temos medo", disse Olga. Ela e a cunhada mantêm quitanda tradicional no bairro, com mais de 52 anos. "Era do meu avô. Quando ele chegou aqui, as ruas eram de terra", contou Ângela.
Valdinéia também citou problemas na Rua Campos Salles, onde roubos de carros são comuns, segundo ela. "É preciso ficar atento, porque o bairro está crescendo muito e isso acaba atraindo gente com más intenções."

Um pedacinho de Minas na Rua Taipas
Rua Taipas é o coração comercial do bairro Barcelona. Bancos, correios, lojas de roupas, artigos domésticos, bares, lanchonetes e padarias se confundem pelo passeio reformado recentemente pela Prefeitura.
Quem anda por ali encontra tudo o que precisa. E se ficar cansado, pode dar uma paradinha no número 545, em uma porta pequena que poderia passar despercebida, mas que está sempre movimentada: a lanchonete As Mineiras.
Há 14 anos Rosangela Lúcia da Silva, 49 anos, vende salgados, pão de mandioquinha, bolos variados, roscas e o tradicional pão de queijo mineiro, tudo feito com carinho pelas mãos delicadas da pequena - e ágil - comerciante.
O lugar está sempre lotado de fregueses, que chegam a pé e de carro para provar as delícias de Rosangela. Em pouco mais de meia hora no estabelecimento, não houve um momento sequer em que ela ficou sem atender aos clientes.
Em meio a uma rosca coberta com coco e leite condensado e um pão de queijo quentinho saindo do forno, ela conversou com o Diário. "Sou mineira e resolvi trazer para cá as delícias da minha terra", contou.
Que o diga Solange Xavier, 51, também comerciante do bairro. Ela anda cerca de cinco quadras a pé só para provar as delícias de Minas. "Minha cunhada mora em São Bernardo e, quando vem me visitar, sempre quer passar aqui e levar os doces para casa. Não tem como resistir", opinou.
E qual é o segredo de tanto sucesso, Rosangela? "É que aqui é igual coração de mãe: sempre cabe mais um."

Gente de um bairro com muitas histórias
Ainda no tempo do News Seller, o Diário publicou, em primeira página, a foto e história de uma carta endereçada a moradores de Vila Barcelona que, antes de chegar ao seu destino, em São Caetano, deu uma esticada até Barcelona, na Espanha. Erro dos correios, claro, mas que simboliza o ineditismo da denominação. Afinal, quantas outras Vilas Barcelona existem por esse Brasil afora?
E a Vila Barcelona original, hoje transformada em bairro Barcelona, tem muitas histórias. Como a do proprietário de lotes que diante da investida municipal para a denominação das ruas escolheu a da sua vaca Flórida para uma das principais do bairro - Rua Flórida. Houve momento em que quiseram mudar o nome. O povo do bairro não deixou.
Um povo ligadíssimo à religiosidade e à Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Que construiu uma capela, uma segunda capela, até chegar à igreja atual, moderna e cativante, a duas ou três quadras, e na mesma Rua Oriente, da Igreja Ortodoxa, na esquina com a Rua Campos Sales, já no bairro Santa Maria. Do outro lado, próxima à estrada de ferro, a igreja Ortodoxa Ucraniana Autocéfala, na Rua dos Ucranianos.
Historicamente, Vila Barcelona foi loteada pela Sociedade Anônima Fábrica Votorantim, com 70 quadras, no começo dos anos 1920, em terras que pertenciam ao Banco União de São Paulo, cuja massa falida foi adquirida por Antonio Pereira Inácio, o loteador. Há uma planta de memória de São Caetano, referente a 1910, feita por Casério Veronesi, que mostra no miolo da atual Vila Barcelona, a casa do cidadão Chico Ricardo. E na estrada de ferro, a casa de conserva da SPR (estrada de ferro São Paulo Railway). 
O TREM
A estação de Utinga, inaugurada em 1933, transformou-se, desde logo, em excelente opção aos moradores de Vila Barcelona e outros bairros de São Caetano. E passou a ser motivo de propaganda para os próprios loteamentos, que colocavam em seus reclames de vendas de terrenos a informação de que o bairro tinha perto dele uma estação de trem.
Os trens de passageiros passavam de manhã, bem cedo, levando e trazendo trabalhadores. E também no fim da tarde. As composições mais comumente transportavam mercadorias. Quando o matadouro dos Martinelli foi transferido da Avenida dos Estados para Utinga, a SPR tratou de implementar um desvio de trilhos para que a boiada encomendada fosse descarregada no matadouro.
DESENVOLVIMENTO
Foi a partir da emancipação de São Caetano (1948) que a área do hoje bairro Barcelona começou a se desenvolver urbanisticamente. Até então, a Avenida Goiás era a única a ter pavimentação a paralelepípedos. No primeiro governo municipal - do engenheiro Ângelo Raphael Pellegrino - a prefeitura ampliou o calçamento no itinerário dos ônibus: o trecho da Rua Alegre entre a Goiás e a Oriente, mais a Taipas, Joana Angélica, Alameda Cassaquera, Rua Paraguaçu, Alameda São Caetano até a Rua Retirada da Laguna (hoje Arlindo Marchetti, já no bairro Santa Maria).

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Para entender

Para entender o que nós fizemos com nossos pais, o que nossos pais fizeram com nossos avós e o que nossos filhos estão fazendo por nós e o que poderemos esperar dos nossos netos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Casas desaparecidas 1 ( Casa dos Sacheta)

Esta casa acima, de belo jardim frontal, janela larga e garagem lateral, existiu até o Coop resolver espichar suas paredes e engolir ela e outras casas vizinhas há bons anos atrás. Esta rua, a Anita Garibaldi foi uma de nossas ruas prediletas da adolescência e esta calçada acima idem. Ficávamos horas de papo pro ar em seu chão.O Paulo Sacheta era da Turma do Ponto, o basqueteiro Marcos Sacheta estudou com meio mundo da turma, o Fernando ainda era bem pirralho. Na esquina ficava a casa da Celiane ( já postada aqui no blog). Hoje, quando vejo a Barcelona velha de guerra apinhada de prédios enormes e casas cercadas por eletricidade, lembro destas simpáticas residências com quintais, campainhas, árvores, muro baixo... e percebo que logo, logo, viverão apenas em nossas memórias. Bons tempos eram esses...tempos de quintais e gente na calçada.
(Valeu, Sachetão!)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Roberto "Ned" Rodrigues e o Canal da Mancha

Quem foi ao último 'Entupa' teve o privilégio de dividir aquela noite com duas figuras imprescíndiveis dentro da nossa história em São Caetano: os irmãos Roberto "Ned" Rodrigues e sua querida irmã Tutty. Ambos foram do Idalina, frequentaram a turma, curtiram com a gente bares e domingueiras. E ambos passaram por coisas na vida que daria um filme daqueles! Ned, residindo atualmente em Floripa, é profissional exemplar da implantodontia e da odonto, multiatleta e sempre preservou com afinco seu humor, seus sonhos e sua teimosia. Depois de escalar montanhas íngremes, surfar ondas monstros, completar e chegar ao limite em triatlos ( participou do famoso IronMan por cinco vezes) e saltar de paraquedas, eis que o nosso nobre conterrâneo resolve mergulhar em um novo desafio, certamente o maior desafio de sua vida ( pelo menos por enquanto): atravessar à nado o Canal da Mancha! o projeto já é desafiador por si só, mas nesse caso tem um obstáculo adicional e crucial: Nedão se recupera de um acidente de paraquedas ocorrido há cerca de dois anos que quase o deixou paraplégico( fraturou a coluna em 2 lugares e a perna esquerda, além de perder a sensibilidade e parte do movimento do pé esquerdo). E para se tornar o "primeiro paratleta de Santa Catarina a atravessar o Canal da Mancha", ele vem buscando apoio e patrocínios para a difícil empreitada. Saibam mais sobre o projeto e como ajudá-lo nos links abaixo:
http://youtu.be/wmFaoxA1Nrk
http://www.mypower.com.br/desafio/?d=projeto-roberto-rodrigues-no-canal-da-mancha-2013

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Bares

Enquanto a arqueologia da turma passa por um processo de "investigação profunda" ( busca à foto perdida do ponto de táxi, seleção apurada pós expedição Engelmann, caça às fotos perdidas do Fabinho por toda a cidade, etc) e sofre com a total falta de tempo que acomete assalariados como nós ( principalmente neste "rescaldo" de meio de ano onde o trampo é louco e o dinheiro é pouco) o nosso pobre blog acabou ficando às moscas no mês passado. Mas não se apoquentem, pois aos poucos novas descobertas surgem - na semana passada redescobri fotos inacreditáveis de membros da turma numa época em que literalmente acampavam na casa da Rose na Rua Antônio Garbelotto. Eu na verdade tenho cópias digitais horrorosas ( fotos das fotos) - o Léo até tentou melhorar a qualidade e quase conseguiu ( pou porco, como diríamos) - e tentei contato com o Silvio - irmão da Rose - na esperança dele ainda tê-las em mãos. Até agora não tive retorno, mas como todo historiador amador, continuarem atazanando-o por um bom tempo. Enquanto não conseguimos fotos históricas e interessantes como essas, vamos tentando manter o blog na ativa.
A imagem acima já foi postada no meu outro blog  (  pra quem não conhece : http://www.almanaquedomalu.blogspot.com/ ) tempos atrás, mas como o assunto tem tudo a ver com esta página, publiquei again. Estes cartões fazem parte do meu acervo e nesta seleção estão verdadeiros oásis da época para muitos de nós, como o Jazz and Blues e o Sanja, casas de jazz clássicas, como o Whiskininha de Santo André, cujo proprietário, Foguinho, entornava uma garrafa inteira de scotch, no estilo cowboy; e como o Pedágio, que servia chopp gigante numa época em que isto era novidade e servia drinks com sugestivos nomes ligados ao trânsito ( vejam a imagem com zoom). Tim tim.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Bolachões Clássicos da Turma do Ponto 1 - Tom Waits - Rain Dogs (1985)

Lá vem eu com uma nova série. é mais uma que eu considero imprescindível, pois a nossa história foi toda povoada por discos e + discos, comprados durante toda a década de 80 e início de 90. Esses LPs acabaram colaborando decisivamente para as reuniões iniciais das pré-turmas, que posteriormente se juntaram e sedimentaram a Turma do Ponto. Se bem no início da nossa saga, o foco era balanço/funk ( discoteque, Bar Kays, Earth,Wind & Fire, Cameo, One Way, Chic, Grand Master Flash, Con Funk Shun, etc), logo adentramos por gêneros diversos, desde os mais comerciais ( Michael Jackson, rock br 80, new wave, pop radiofônico, Marvin Gaye), passando por um período forte de blues/jazz e instrumental( séries de blues e jazz clássicos, discos dos selos Jazz and Blues e Cameratti, Stevie Ray Vaughan, Miles Davis, Chic Corea, etc) até os undergrounds, cults e inclassificáveis (como Jean Luc Ponty, Tom Waits, Fellini, Smack, Nei Lisboa, Style Council, Mulheres Negras, Patife Band, Van Morrison, Itamar Assumpção, Jards Macalé) e claro, sempre recheando com novidades da black music e o velho e bom rock clássico.
Pra começar, escolhi um dos discos que mais me espantaram ( no bom sentido) na época e talvez se eu ouvir hoje, ainda me cause espanto: Raind Dogs, do Tom Waits, de 1985. Na verdade, eu comprei porque achei a capa bacana, pois eu não tinha a mínima idéia de quem era Tom Waits. O cara foi muito cultuado lá fora, desde o início dos anos 70, quando chamou a atenção ao misturar música de cabaré, blues e sua característica voz extremamente rouca, arfante e gutural. A partir dos anos 80, seus discos foram adicionando menos lamentos atormentados de boteco e mais faixas no formato padrão de canção, com elementos de blues, jazz e até spiritual/gospel. O auge dessa fase é justamente esse discaço de 85, onde ele conseguiu com muita propriedade alinhar todas as suas influências em momentos ora espantosos, ora emocionantes, com um pé nos pântanos de New Orleans, nas estradas do Texas e nos porões e inferninhos de New York. Um LP dilacerante do início ao fim. Além da ficha completa do disco no Wiki, escolhi algumas faixas postadas no Youtube, para vossas apreciações.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rain_Dogs
http://www.youtube.com/watch?v=QEY18eXO724&feature=fvst
http://www.youtube.com/watch?v=m7LqgIefUNI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=cvMy1xOh6cw&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=a2RnJeEBrsI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=c2Tn8w1w2_Y&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=hZhW76LAnTY

terça-feira, 24 de maio de 2011

Colégio Eduardo Gomes ( 1984)

Malu e Pires em momento "contracultural", à beira da quadra do Eduardo Gomes (1984). Ao fundo, a famosa "Estátua  de Madeira"
Ao contrário dos outros anos de Entupa, quando algumas tentativas de encontro no decorrer do período não lograram retorno, este 2011 tem se mostrado bem diferente. Depois do Entupa no começo do ano, já rolaram duas baladas certeiras: um show da Vânia e banda em São Paulo, no mês passado, e outra agora, na semana passada, quando o Vevé reencontrou o grande Pires e rolou um etílico mini-Entupa em seu bar em Santo André, o Si Senõr. Presentes na ocasião, os ponta-firmes: Pires (claro), Vevé ( idem), Waguinho, Penal, Marcão Tafner e Paulo Magrelo. E também duas surpreendentes presenças: Mônica Reiko e Celsão ( irmão da Vânia). Pelos comentários no e-mail, a maratona foi boa (rs). Estou num momento surreal no trabalho, e não estou tendo tempo livre, por conta de reuniões, viagens, pautas malucas e pesquisas arqueológicas à Terra do Nunca. Mas fico torcendo para que esse movimento todo continue. Ao que parece, sim, pois o elétrico Vevé ( o grande responsável pelo espírito Duracell que reanimou a turma) já está agitando a próxima.
Enquanto isso, eu tento por aqui, cobrir jornalisticamente ( e historicamente) a saga da turma do Ponto e da Barcela nos minutos matinais que ainda me restam.
O Pires, que surgiu na nossa lista agora, é velho conhecido de muitos na Vila Barcelona. Nos anos 80, além dos habituais 28 e Idalina, ele andava com muita gente no bairro, independente de turma. Tava sempre com o Pedrão, outra figura mítica da região, que estudou com minha irmã Helô e virou roadie de banda. A foto acima foi tirada em 1984, ano em que eu e o Pires estudávamos no Colégio Eduardo Gomes, recém fundado e ainda instalado no mesmo prédio do IMES, na Avenida Goiás. Este colégio veio com uma proposta de ensino inédita na região, e pra quem veio do estadual como nós, era puxada pra cacete. Esse perfil acabou sendo chamariz para a matricula de uma grande leva de bem nascidos na cidade ( Perrella, Garbelloto, Moretti, entre outros) que se juntaram a outros com bolsa de estudo à tiracolo ( como eu, o Zucco, o Átila, etc). Do 28 de Julho, vieram eu, Vânia, Reiko, Suzete, Cris, Pires, entre outros. Nas outras séries tinha o Alessandro ( irmão do Átila), Pirica, Ada, Brejão. Na minha classe, além dos vinteoitanos, tinha o João de Conti "Osborne", o Grejo, o Pereira, a Adriana Perrela, o Formiga, a Cláudia, a Priscila, o Baboo, a Sibele, a Cris Filetti ( vizinha do Valmir na Joana Angélica), o Ramis ( outra figura carimbada na Barcelona).  O Zucco e o Átila, graças à mim (eu confesso), passaram a frequentar a Turma do Ponto. A turminha formada por eu, Zucco, Átila, Michel e Jordão foi com certeza uma das mais "arruaceiras" daquela instituição. Não dá pra contar tudo o que aprontamos no Eduardo Gomes neste post ( aguardem nos próximos), mas foi certamente  a época mais maluca da minha existência ( que se estendeu até a fase Objetivo). E o Pires taí pra confirmar....

P.S: A estátua de madeira do IMES, que aparece na foto lá em cima, é a "Estátua de São Pedro", feita pelo artista Agenor Francisco dos Santos, em 1968 (na administração Walter Braido). Este monumento chegou a ser exposto na Praça da Sé. Hoje, jaz em um estacionamento na Rua Maceió, deitado no solo e corcomido por cupins.Uma pena.

Estátua de São Pedro em 1968 ( foto Pró-Memória)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Festa de 15 anos da Desirée ( + fotos)

Encontrei em meus arquivos outras fotos da festa de debutante da Desirée. Resolvi incluí-las pois são novos ângulos desta importante festa para a turma. Sigam:

Para não haver injustiça, aqui está a foto só com as meninas. E a presença de Dona Nazareth, mãe da Desirée.

Rogério ( o padrinho) e Desirée. Ao fundo, além do reco Fabinho, a grandiosa presença de Maria Elisa ( Marela).

Desirée entre os "bons companheiros" Lupércio e Ricardo ( saca só a pinta de mafioso dos dois)

sexta-feira, 29 de abril de 2011

+ Rancho Ranieri

Dentro do considerável acervo de imagens do Sachetão, o Rancho Ranieri se destaca. Além daquela antológica foto que abriu os trabalhos deste blog com grande impacto, a série a seguir traz mais componentes da Turma do Ponto e claro, dos alunos do EEPG "28 de Julho", que era quem organizava estes passeios no início dos 80. Vamos a ela ( as fotos são todas do acervo de Paulo Sacheta, exceto a última, by Malu):


De cima para baixo: Márcia, Carla, Celiane, Denise Batistel, Professora Lígia, ? e Regiane. No meio: ? e Paula Mineira. Embaixo: Mônica Reiko, Adri, Lúcia ( à frente), Cristiane Jodar, Helô, Edilene, Simone Bizagio e Maria Paula .
 
Gérson Penal, Tafner, Paulo Sacheta, João Zanforim (atrás), Vladimir, Fran, Rica, Lupa e Celso

Pré-formação da gigantesca foto de reunião já mostrada aqui no blog. O Tafner ( à esquerda) sumiu na versão mais povoada.

Ranch-Girls: Mônica Reiko, Maria Paula e Simone Bizagio
De cima para baixo: Maria Paula, Paulo Sacheta, Fran, Celiane, Quequé, Márcia e Égon. Irmão da Maria Paula, Simone e Rica.
Fran, Celiane e Marcos Sacheta

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aniversário de 15 anos da Vânia (27/11/1982)

Panorama geral da festa da Vânia que dá uma boa noção da mistura de turmas naquela noite. Da esquerda para a direita: Paula Mineira, Marcelo Poca, Mônica Reiko, Maria do Socorro, Nenê Villamarin, Vevé ( confirmado por ele), Marcos Malu Massolini, Ivan, João Zanforim ( meio escondido), Vânia, Valéria, Sérgio ( primo da Vânia) e Celso ( irmão da Vânia)

A festa de 15 anos da Vânia aconteceu no dia 27/11/1982 na Alameda Cassaquera, 674 na Barcela ( no salão de festas da sua casa na época). A data certa de seu aniversário é 24/12 mas por conta das férias escolares e do Natal, a comemoração foi em novembro mesmo. Uma decisão acertada, pois a festa ficou cheia de "vinteoitanos" e foi um sucesso. Aliás, esse foi um ano chave para muitos presentes, que estavam se formando na oitava série do 28 de Julho ( eu, a própria Vânia, Paula, Fran, João, Ivan, Cibele, Maria do Socorro, a Reiko, entre outros).
Vânia Frohlich brilhando. Cibele Ricci no meio da muvuca. E Malu, só no passinho.
Vânia ao lado de sua mãe e do Fran, o nosso "arroz de festa"
João Zanforim, Vânia, Fran ( de novo?) e Paula Mineira ( -Vai encarar?)
Malu, Vânia e Hamilton Lacerda

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Aniversariante da semana: Paulo Sacheta (17-04)

Ontem foi aniversário do Sachetão, o nosso David Bowie de plantão. Conversando com ele na semana passada, depois de saber da proximidade de seu aniversário, tivemos a idéia de iniciar a série "aniversariante da semana", sempre com um breve post e uma foto antiga de aniversário. Quem quiser participar também, pode mandar com antecedência a data de nascimento + uma foto de alguma festa de aniversário antiga (se for dos anos 80, melhor ainda).
Festa do Sacheta na Shampoo (1988). Em destaque, Marqueta e o próprio. Lá na esquerda, sentado, Edinho ( ex-vizinho do Sacheta na Anita Garibaldi), e na direita, o onipresente Fabinho.
Rogério e Marqueta, a dupla dinâmica

Expedição arqueológica dos Engelmann ( 16-04-2011)

Ao tomar conhecimento que os irmãos Rogério, Luciana e Leonardo Engelmann iriam se encontrar no sábado (16) para uma verdadeira expedição arqueológica às caixas de fotos da família, aceitei de pronto o convite para participar de tamanha empreitada heróica. Logo ao chegar, percebi a grandiosidade do evento, ao avistar no mesmo momento em que tocava a campainha da casa da Lu, Rogério e Léo saindo da casa vizinha ( da Dona Sílvia, mãe dos três) com diversas caixas e álbuns que se juntariam ao colossal material já espalhado na mesa da cozinha. Carlão ficou com a missão olímpica de escanear as fotos escolhidas a dedo pelos manos, enquanto eu, inútil diante de imagens tão ricas e históricas, suava trêmulo, paralizado no canto da mesa. Por cerca de 1 hora ( gostaria de ter ficado ali por horas, mas os compromissos me impediram) contemplei uma infinidade de fotos fantásticas, incluindo cenas de família, registros da Rua Joana Angélica e Bairro Barcelona, colegas de infância, cenas da Rua João Ribeiro ( endereço no Campestre em que a família Engelmann morou no final dos anos 70), pelo menos uma viagem inesquecível com membros da nossa turma, a viagem do Marcião ao Japão em 1988, fotos astronômicas e mecânicas do inventivo Carlão, etc etc. Imaginem o que eu não teria visto se ficasse mais tempo! Saí extasiado e com a certeza de que muitas imagens resgatadas deste encontro antológico, serão postadas muito em breve neste nosso blog. Esperem e verão.

sábado, 16 de abril de 2011

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Aniversário de 15 anos da Rose (1983)

Outra festa inesquecível na história da turma. No dia 03/09/1983, Rose Fantinatti fez o seu debut no Buffet Tia Marta ( na Rua Tapajós, onde hoje é um sacolão) e mais uma vez misturaram-se figuras do 28 de Julho e da Turma do Ponto.
Da esquerda pra direita, começando por cima: Luci, ?, ?, Rose, ?, Cláudia, Rogério, Adriana, Débora, Vágner, ?, Desirée, Zequinha, Simone e Mãe da Rose. Fileira de baixo: Lupa ( pelo menos parece), William, Wirts, Ivan, Malu, Sachetinha, Zé, primo da Rose, Fran e Carlão.
Vágner, Carlão, Malu, Sachetinha, Rose, Zé, Rogério, Fran e Cláudia
A foto não tá boa, mas vale pela cena: Tico e Lupa em momento "Sonho de Valsa"

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Aniversário de 15 anos da Desirée (1984)

Começando a série "Debuts" com a  festa de debutante da Desirée, realizada no dia 04/08/1984 na Rua Nazareth, 717,  a partir das 19:30h ( o níver da Desirée é na verdade no dia 29/07). O Rogério foi padrinho e a festa misturou bastante gente do 28 de Julho, da Barcela e da Turma do Ponto. Acompanhem...
Bailão à todo vapor: dançando à frente, o par Cláudia Bibó e Ricardo e Maguila com (?). A aniversariante Desirée está dançando com o Rogério na direita. Lá no meião pode-se observar parte da cabeça do Marcos Pulini, primo do Lupa, e bem do lado da Desirée, de perfil, Carlos Alberto Pereira, o Carlão. Na esquerda, atrás da Cláudia, eu apareço dançando, mas o meu par está escondido na cena.
Desirée e a ala masculina. Fileira frontal ( da esquerda para a direita): ?, Pulininho, Zé Ricardo, pai da Desirée, Desirée, Rogério, Lupércio, Fran e Ricardo. Fileira de trás: William, Marcos, Ivan, Carlão, Maurício Maguila, ?, Malu, Pulinão e Fabinho.

Os meninos e as meninas: atrás, os caras já mencionados. Na frente, as identificadas são: Simone ( primeira da esquerda), Debora Clauss ( a quinta), Rose ( ao lado da Desirée), Desirée ( no meio, claro), Cláudia Bibó e Simone Bizagio ( na sequência).  Aguardo comentários sobre os nomes não identificados...

Debuts

Como eu mencionei antes, os bailes de formatura e de 15 anos foram verdadeiros oásis na nossa aridez desértica de imagens. Graças aos profissionais do click e suas máquinas potentes, registros bem tirados das festas em si e dos convivas permanecem nítidos e detalhados até hoje. Bem diferente das "xeretas" e "kodaks" instantâneas que de vez em quando ( bem de vez em quando) andavam com a gente por aí. Acompanhem a série "Debuts" a seguir, que vai valer a pena....

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Som

Clique e ouça.

Churras ( + uma)

E eis que da raspa do tacho do Sachetão surge mais uma foto "clássica" do Churras Transformers. Aliás, justiça seja feita, o Paulo Sacheta está salvando a nossa lavoura em relação a fotos preservadas. E pelo que ele me falou hoje, muita coisa vem por aí ( será que o Ponto vai enfim aparecer?). Segue...

Da esquerda para a direita: Quequé, ?, João Zanforim, ? , Márcia, Padreco ( de verde), Rogério, ?, Maguila e ?. No centro, fazendo pose de canguru aloprado: Gan. Lá embaixo, Fran em infração basqueteira ( parado no garrafão) e Paulo Sacheta, que já camuflava desde aquela época.

"Photografiaa Coloridaaaa"

Nesta semana constatamos o que já sabíamos: a turma do Ponto e a turma da Barcela dos anos 80 tem uma quantidade ínfima de fotos ( em uma década de existência). Essa escassez de imagens existe por diversos motivos. Entre os mais fortes: pelo próprio perrengue da idade, não tínhamos como manter uma produção constante de fotos, pois a revelação era caríssima ( e muitas máquinas eram dos pais, que nem sempre as emprestavam). Porque sempre colocávamos outras atividades como prioridade (beber, zoar, rodar, namorar, viajar, madrugar, bundar) e no dia a dia, esquecíamos de registrar os momentos via fotografia. E porque, fatidicamente, já se passaram trinta anos, e muitas fotos tiradas naquela época se perderam, seja por conta dos casamentos e mudanças de endereços, seja por descuido, incidentes, etc etc...
É por essas e outras que eu sempre considero um pequeno milagre a postagem de qualquer foto da época relacionada à turma ou à cidade de São Caetano do Sul. Vivemos em um mundo veloz, voltado para o "de agora em diante" e por conta dessa cultura imediatista, a História com H maiúscula ( que abrange a nossa história cotidiana também) geralmente escorre pelo ralo do "progresso". E é essa cultura que acaba derrubando casas e árvores, queimando livros e descaracterizando o mundo a nossa volta.
A sorte é que contamos com bravos e aguerridos desbravadores em nossos quadros e tenho certeza que a persistência e a fé desses destemidos arqueólogos de plantão trará à tona vários tesouros fotográficos de antanho. Muitos estão revirando suas gavetas e porões à cata de preciosidades escondidas e eu tenho certeza que muitas surpresas surgirão. O foco principal no momento é o próprio Ponto de Táxi, local na esquina da Rua Oriente com a Rua Flórida, que por anos, se tornou nosso QG de encontro (quase) diário e  acabou batizando a turma. Tiramos fotos ali na época? claro! todos se lembram de uma com vários membros em volta do famoso Opala "Tétanus", um dos carros mais famosos da turma; outra lembrada é uma com a  moto do Wirtão, que parava sempre com ela na calçada do Ponto. Existiram esses registros... o problema é encontrá-las hoje. Fabinho, um dos nossos que gostava muito de foto e tinha uma produção considerável de imagens na época está desesperado atrás do seu acervo, que ficou pra trás em alguma de suas mudanças ( cogita-se que foi doado para um asilo em São Caetano). Até onde pudermos, iremos atrás.
Enquanto isso, postaremos aqui no nosso QG virtual, as fotos que temos em mãos. Muitas são de fotógrafos profissionais ( dos bailes e da prefeitura), mas muitas aqui postadas pertencem a amigos da turma, que graças, ainda as tem intactas. Na medida do possível, todas as imagens serão creditadas e identificadas. Até agora tivemos fotos publicadas do Lupa, Sachetão, Malu e Celiane. No próximo post, uma nova série trará os bailes de debutantes ( com produção profissional de primeira). Sigamos.

PS: Faltou explicar o título: entre os anos 70 e os 80, eu e meu primos ( Rica, Adri e Eli) fícávamos as férias de verão inteira na Vila Caiçara ( Praia Grande) onde tínhamos uma turma tão grande como a de Sanca. Entre areias repletas de tatuzinhos, castelos de areia e pranchas de isopor, sempre topávamos com um figuraça que tirava foto na hora dos turistas e depois presenteava-os com aqueles indefectíveis visores plásticos de slides. Mas além de sua aparência de bucaneiro hippie ( ele tinha uma boca torta e uma horrível fenda na perna esquerda, por conta de um acidente de moto) o que chamava atenção mesmo era o seu grito de guerra, que ecoava por toda a Praia Grande: "Photografiaaa Coloridaaa".

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Churras

O 'churras' citado no post anterior sobre o Neno foi um dos "eventos" mais famosos da turma por vários motivos: primeiro, como lembrou Ivan em um comentário seu para o livro, porque foi um evento que reuniu o maior número de pessoas da turma ( perto de 50); segundo, porque juntou criativamente todos os nossos aniversariantes virginianos , daí o apelido para a posteridade: "Churra dos Virgens"; e terceiro porque, espertamente, juntou churrasco, futebol, cerveja e carnaval, as maiores paixões brasileiras em uma só festa; mas peraí, carnaval?? é isso mesmo: 99% dos jogadores da pelada foram vestidos de mulher (!!!!) o que motivou o segundo apelido para o Churras - Churras Transformers". Os aniversariantes na ocasião foram: Wirtão, Fabinho, eu, Quequé e a Marciona. Os detalhes geram controvérsias até hoje: o Rica falou que o Vladimir trabalhava na Norton e arrumou o local com o campo para nós, mas alguns não confirmam isso; quem tiver mais detalhes, por favor. O ano pode ser 1983 ou 1984 e esse churras não foi o único na História ( teve muitos na casa do João, um na casa do Gan, etc), mas com certeza o mais famoso. Vejam as fotos abaixo e sintam a comédia ( a maioria das fotos são do acervo do Paulo Sacheta)....
A pelada: se já éramos pernas de pau, imaginem então, de fogo e vestindo vestido!!
Chuletas FC ( de cima para baixo): João Zanforim, Reinaldo ( é isso mesmo?), Maguila, Quequé, Fran, João Colli e Malu ( ninguém avisou o bêbado que ele ainda estava de sombra azul)
Kátia e Rica ( o balão com legenda já veio com a foto)
Valmir, Márcio, Fran e Áureo: "os guardiões das maminhas"
Égon, em momento etílico-olímpico
Fabinho ( "Guerrilheiro, forasteiro, òrra meu..")
João e Sachetão, num oferecimento de Ray-Ban...
A "multi-Celiane" estava em todas!
Transformers em ação. Pendurados na trave: Maguila e Wirts. Embaixo: Laerte ( segurando o Maguila) e na esquerda, um amigo do João e do Quequé ( o nome sumiu nas brumas do tempo).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Claudemir Vendrusco (Neno)

Há três semanas faleceu um dos caras que mais se divertiu na nossa juventude dos anos 80 e que certamente deixou também aquela década mais divertida. As minhas primeiras lembranças dele remontam aos churras futebolísticos e etílicos que fazíamos nos clubes industriais de Utinga no início daquela década ( em breve postarei fotos antológicas do "Churra Transformer", o mais famoso da turma). O Neno apareceu por esses tempos com seus vizinhos de rua ( Américo -Quequé -, João Alfredo Zanforim, Gérson...) e se no início ele era um tanto tímido e pouco festeiro - sua família era muito religiosa e reservada - aos poucos foi se enturmando, e logo estava participando de viagens e aventuras heróicas junto à turma. Foi muito para o "ap mais famoso de Boqueirão", o do João Zanforim, e estava na famosa viagem de Carnaval em Monte Sião ( com Ivan, Quequé, Sachetão, Vladimir, acho que o Maguila, entre outros). Aliás, o Ivan me prometeu pra breve a história de como o Nenão ganhou o apelido de "Capivara" nesta viagem.
A Turma se dispersou na virada da década de 80 e eu, entre viagens de trem até a Lapa e andanças pelas redondezas, cheguei a ver o Neno muitas vezes, primeiro nas noites lotadas do Chaplin Bar ( onde me foi apresentada sua Kombi de guerra), entre 1989 e 1995, e depois em Utinga, época em que ele trabalhava na oficina mecânica do Barba. Neste novo século, depois de casar, ter dois filhos e continuar trabalhando onde Judas perdeu as botas, cheguei a encontrá-lo, mas muito pouco. Até que nos últimos tempos, finalmente trabalhando em São Caetano, voltei a vê-lo com frequência. Embora com o mesmo riso sarrista e o humor intacto, era nítido seu estado físico debilitado: os abusos e excessos das décadas passadas e mesmo as adversidades cotidianas da vida o haviam enfraquecido demais. No dia 15 de março, uma terça, dei uma esticada até a Avenida da Paz e conversei um pouco com ele em frente ao ferro velho do Gê, pra quem ele vinha dando uma força. Riu, brincou, falamos de contas a pagar e ele, mesmo aparentando cansaço, me disse que precisava ir até o Centro de Santo André resolver umas coisas. No dia 17/03, após uma bronco-pneumonia e internação no dia anterior, ele veio a falecer. Eu só soube uma semana depois e só estou escrevendo essa homenagem agora, porque fiquei aguardando algumas fotos dele pela turma; como sei que é bem complicado encontrar imagens nossas da época, acabei soltando assim mesmo. O Nenão era simples e não vai se importar com a falta de enfeites. E com certeza vai rir, de onde estiver, das histórias que aos poucos surgirão por aqui.
Pode descansar agora, nobre Neno.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Rua Alegre e Rua Martino de Martine ( anos 70 e 80)

Prosseguindo na série "Ruas", chegamos na "baixada" do bairro, ou "Baixa Barcelona" ou ainda "Barroca da Divisa". O final da Rua Alegre e suas travessas, quase na divisa de Santo André, foi um dos cantos do bairro em que surgiu um dos maiores contingentes de integrantes pré-turma do Ponto. A casa dos meus pais era (e  ainda é) no nº 1261, a do Carlão e Zequinha, vizinha à minha ( outro imóvel foi construído no lugar) do Lupa ( atualmente em demolição) na esquina com a Joana Angélica, a do Luiz atravessando a rua, a do Égon e do Vevé no meio do quarteirão seguinte ( ambas não existem mais) e a dos irmãos Mazuras, um quarteirão anterior. Nas travessas finais da Rua Alegre, tínhamos: na Joana Angélica, o Valmir ( já na subida para o Rhodia), os Engelmann ( Rogério, Luciana e Léo) quase na Alegre ( Lu e família ainda estão ali) e no final da rua, perto do IMES, uma penca de Pulini, todos primos do Lupa ( Pulininho, Pulinão, Ricardo, Carlinhos, etc etc) e quase na Av. Goiás, o Zé ( José Ricardo Misso). E na Martino de Martine, penútima travessa da Alegre, meus primos Rica, Adri, Eli e Roberto. Entre os anos 70 e 80, brincamos e aprontamos muito nestas ruas citadas. Até que por volta de 82, começamos a subir até a Rua Natalie Furlan ( batizada por nós de ruinha) e Rua Maceió ( em frente à casa da Valéria), e juntamos as turminhas. Em pouco tempo, subimos mais um quarteirão, e logo uma turma imensa surgia, e surgia para ficar: a Turma do Ponto.

Foto histórica: aniversário do Égon em algum momento dos anos 80. Da esquerda, de cima para baixo: primo do Égon, Desirée, ?, Malu, Maria Fernanda, Ivan ( ele fala que não é ele), Égon, Magrão, Lupa, Helô e outro primo do Égon. Nas laterais, dois carros clássicos: a Caravan e o Jeep velho de guerra.

Casa do Malu e família Massolini, também chamada na época da turma de "pensão da Dona Lourdes", tal era a frequência de visitantes e hóspedes boêmios. Na foto, Égon e Átila ( 1984). A casa está quase do mesmo jeito ( só mudou o portão).
Foto pré-histórica da Rua Martino de Martine, início dos anos 70. Da esquerda para a direita: Malu, Rica, Eli, e as pequeninas Helô e Adri. Lá no final da rua, avista-se a casa da família Massolini, ainda com cercas verdes e Fuscão vermelho na garagem.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Rua Anita Garibaldi ( anos 80)

Continuando a série "Ruas", vou focar outro pedaço muito importante da nossa história: a Rua Anita Garibaldi. Quem é da Barcela sabe que essa rua é aquela "atrás do Rhodia". E foi justamente o famoso supermercado ( atualmente Coop) quem invadiu essa área e transformou totalmente sua "cara". Se nos anos 80 ela era totalmente residencial ( com exceção de um estacionamento), atualmente boa parte dela é utilizada pelo Coop ( área de logística, carga e descarga), justamente a calçada onde ficávamos "bundando", em frente à casa da família Sacheta ( que não existe mais). Na casa de esquina, onde Celiane, Celson e familia moraram um bom tempo, hoje funciona uma farmácia de manipulação. É o "progréssio", caros.
A Anita Garibaldi foi muito frequentada pela turma nos anos 80, principalmente de 82 a 83, entre os preparativos para o Rancho Ranieri e o aniversário da Celiane ( janeiro de 1983) com som nosso.
Abaixo, algumas imagens históricas da turma nessa rua. O Sachetão está procurando mais fotos da área e se achar, eu faço um segundo post. Vale a pena ver de novo....

Festa Junina (1984) em frente à casa da Celiane. entre os identificados na foto temos: Mãe da Celiane (no portão), Tico ( com o copo na boca), Zequinha (de barba, perto da janela), Carlão ( de blusa azul), Fabinho ( numa pose James Dean, ao lado do Carlão), Marela ( de azul, fora da calçada) e Selma ( ao lado da Marela). No meio da mesa, o velho e bom Sangue de Böis ( lê-se Boá).


Moradores ilustres da Anita: Celson Bentes, Sandra(?), Celiane Bentes e Selma
Laerte, saudoso Laerte, e Rogério, atiradores de São Caetano (1984). Nesta foto dá para ver bem a transformação das ruas Anita Garibaldi e Cassaquera. Aquele imóvel comercial ainda existe, mas as casas? quanta diferença. As casas do Marqueta e do Sandro Véia na Cassaquera estão irreconhecíveis. A esquina da Anita virou Coop.
Sequência, onde dá para visualizar a casa em frente à Celiane. Uma ótima residência encampada pelo super Coop. Fica a lembrança e a homenagem ao nosso amigo Laerte, falecido prematuramente, mas que teve tempo de curtir muitas aventuras com a turma.