quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Mogi, 1987.


Estou inaugurando minha participação direta neste espaço, falando de som e de baile, ou balada, como se diz hoje. Não poderia ser de outra forma, por dois motivos: minhas memórias dos tempos de Turma e Ponto de Táxi estão diretamente vinculadas ao som e aos bailes, e, de todos os que fizemos, e não foram poucos, esse é o único que tenho registrado.

São recordações deliciosas, porque mais do que gostar muito de música e do equipamento em si, dar ou fazer um som, como dizíamos na época, é proporcionar a quem participa além do lazer e diversão, muito boas energias. “Vibe” é a tradução contemporânea desse espírito.

E para mim, além da vibe, particularmente proporcionou um convívio muito rico e intenso com amigos inesquecíveis. Nestas imagens, raras e únicas, transparece o espírito de amizade que rolava entre nós na época.

É pena que sejam os únicos registros que tenho desses momentos.
   
As fotos mostram a festa de formatura da turma de 1986 da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Mogi das Cruzes, na qual “fizemos o som”.

Foi, até aquele momento, nossa maior mobilização.


Esta imagem feita na garagem da casa do Ricardo mostra a saída para Mogi. Era fevereiro de 1987, uma sexta-feira 13, cerca de 8h da manhã. Aparecem, da esquerda para a direita: o braço do Carlão, Zequinha, o Ricardo, meu Pai olhando o porta-malas da Caravan, eu, João Colli “Johny B. Good”, o Nê e o Márcio (só o braço) sentados.

Lá atrás, na rua, além da Caravan velha de guerra, a Kombi do tio do Márcio e o Passat do João, que não aparece aqui. Foram os três lotados. Pelo chão e por toda a volta: aparelhos, fios, caixas e traquitanas de todos os tamanhos e tipos. Acho que foi o Malú que bateu a foto. Ou o Fabinho.


Aqui, 70Km depois, já no Tenis Clube de Mogi das Cruzes, descarregando a parafernália.

Da esquerda para a direita: eu com duas cornetas nas mãos ( drivers de médios ), o Márcio no carrinho, Ricardo e Malú segurando caixas de luz, o Zequinha sentado na Kombi e o Carlão no chão, e "Johny B. Good" com tralhas intermináveis.


No palco, Carlão e Zequinha na montagem da estrutura da iluminação. Ao fundo, o Márcio sentado no chão.


Malú, no meio dos vinis pondo ordem no acervo, que naquela noite não foi pequeno...


Fim da montagem. Muu u u u  u  i   i   i   i  t  t  t  t  t o o o oo trampo depois...

Da esquerda para a direita: deitados, eu e o João, Zequinha, Carlão, Malú, Ricardo e Márcio. E o Fabinho, que não agüentou subir no palco.


Uma geral do salão e do palco. O tamanho da encrenca. Cerca de 1.200 pessoas.


Tudo pronto! Aquecendo as turbinas!


Decolagem!

De costas, DJ Ricardo embalando a pista.


Atrás, DJ Rogério em plena ação. Num verdadeiro looping...

Em primeiro plano João, na merecida curtição. A expressão no rosto do João traduz exatamente o momento. Tudo dando certo...


A tal da “vibe”...


As coisas mais bonitas da festa...

Estou falando das caixas e da aparelhagem, lá atrás!!


Final imprevisível e totalmente apoteótico, 4h e meia da matina...

Logo depois, com dia claro, desmontamos, embalamos e carregamos tudo...

E numa caravana insólita, encaramos os 70Km de volta pela Airton Senna, que ainda se chamava Rodovia dos Trabalhadores. Chegamos todos inteiros, não sei como, de volta à Base (garagem do Ricardo) cerca de 10h da manhã do sábado.

História recontada e revivida em todos os Entupas até hoje...

Rogério Engelmann

4 comentários:

  1. Putz Roger, nao é q agora to lembrando da loirinha?... Sem ofensas as JBL's, mas ela era a + bonita da festa mesmo! E vc disse certo, chegamos vivos! Nao sei como! Me lembro de uma hora q todos na caravam meio dormindo, vimos, se nao me engano, o passat do B. Goody serpentear pela trabalhadores, e tivemos que businar e fazer o maior escarceu p acordar os "guerreiros" exaustos! GRANDES LEMBRANÇAS!!!!

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    1. Pois é, não quis entrar em detalhes, mas foi isso mesmo... Viemos dormindo na estrada. Mas chegamos vivos. Nosso anjo da guarda é forte, meu amigo...

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  2. Repito o que disse nos e-mails: essas fotos de Mogi, ao lado das fotos do grandioso "Churras dos Transformers" e aquela maravilhosa imagem de + ou - 30 pessoas posadas no Rancho Ranieri talvez sejam as fotos que mais transpareçam o espírito da nossa turma, da nossa amizade e da nossa raça. Nós éramos "fodaços" mesmo e eu sempre me orgulharei de ter feito parte disso tudo.

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    1. É isso aí. Sonhar pequeno ou grande exige o mesmo esforço. O mais importante é o trabalho duro, é fazer acontecer. E isso, sem falsa modéstia, sempre fizemos...

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