terça-feira, 9 de outubro de 2012




Mais uma imagem rara


Captada numa tarde de sábado em 1986 no Morumbi Shopping, mostra, da esquerda para a direita, um momento de total descontração e intimidade entre o Fabinho (o Fabinho mesmo), Rogério (Eu mesmo), Ronald Reagan (o presidente dos EUA na época), João (B. Good), José Sarney (ele mesmo: Zé Ribamar, o presidente do Brasil na época), e Márcio (Márcio Japa).

Além de nós tinha mais gente da Turma, não me lembro. Era muito comum irmos aos Shoppings Morumbi e Ibirapuera nessa época. Além das lojas Wi-Fi Discos, Breno Rossi, Museu do Disco e Bruno Blois, no Shopping Morumbi tinha a pista de patinação no gelo onde deslizávamos de vez em quando. Me lembro de um dia em particular, em 1986, dia de jogo do Brasil na Copa. Fomos ficando e estávamos na pista bem na hora do jogo. O shopping ficou deserto, a pista idem. Só nós na pista.

Quatro anos depois, estavámos eu e minha cara-metade no Parque do Ibirapuera também num dia de jogo do Brasil na Copa. Conforme chegava a hora do jogo (Brasil e Argentina, num jogo eliminatório, decisivo) o parque foi ficando deserto até sumir todo mundo. Era uma tarde linda, céu azul sem nuvens, fez um por-do-sol incrível de inverno. E sumiu todo mundo.

Passear pelo parque totalmente deserto foi muito especial, momento raro, quase impossível. 

Numa outra ocasião dessas, pude me deitar no asfalto, bem no meio do cruzamento da av. Paulista com rua Augusta, em silêncio. Absolutamente desertas, sem os carros, sem gente. E tudo o mais lá, funcionando, semáforos, luzes, anúncios, neons. As torres piscando. Surrealismo.

Sempre curti essas situações. Não perdia mais qualquer oportunidade de estar em lugares desertos, inusitados ou em momentos absolutamente improváveis. Ou ambos, intencionalmente ou não. Às vezes sozinho, às vezes não. Isso sempre me rendeu momentos incríveis, mágicos, inesquecíveis.

Verdadeiras pérolas, presentes únicos, desses que a vida nos dá, de vez em quando.

Como este, da foto acima.

Um comentário:

  1. Rogerio, estes momentos realmente são únicos. E os sorrisos espontâneos da foto só confirmam isso. abraço,
    Malu

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